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História do Pão

Publicado a 16 Abril 2012 por Carla Rocha

História Pão

Muito embora o pão tenha chegado ao nosso país pela mão dos Romanos, desde a Idade Média que, em Portugal, se cultiva trigo, centeio e aveia.

O pão é citado há mais de seis milénios, de acordo com alguns historiadores, que afirmam que é provável que tenha surgido de uma massa rudimentar, de nome gurel, antes mesmo da Idade da Pedra.

Nessa altura, os grãos eram triturados, quebrados ou moídos, molhados com água ou leite e desta mistura surgia uma massa, que secava ao ar e depois era cozida em pedras quentes. No início a massa era assada em formato de disco e empregavam os grãos da cevada. Mas, desta primeira forma rudimentar aos dias de hoje, muita água passou por baixo dos moinhos dos moleiros.

Não é possível determinar, com clareza, como e onde se passou da plantação e da recolha dos grãos para a moagem e depois para a panificação. Grande parte dos historiadores acredita na origem mesopotâmica do pão.

Na Península Ibérica, a introdução da panificação deu-se com os Romanos, apesar de aqui já se encontrarem alguma prática no fabrico do pão e, até, de uma fermentação regional – usava-se a espuma da cerveja como meio de fermentação, resultando num pão leve e esponjoso, diferente dos pães romanos, que usava os restos de massa velha ou da vasilha suja de massa para obter a fermentação.

Com a queda do Império Romano, o pão voltou a ser confeccionado em casa.

Até ao início do século XX, o pão de trigo, comercializado nas grandes cidades, estava reservado apenas às classes mais abastadas.

O pão mais comum era o de mistura, que era confeccionado com combinações diversas de centeio, milho-miúdo, painço, cevada e, por vezes, farinha de trigo, de que são exemplos o pão terçado e o pão quartado.

Na Idade Média, o centeio era o quarto cereal mais cultivado em Portugal. É um cereal que tem a vantagem de se adaptar a terrenos pouco férteis e, à primeira vista, pode dar origem a um pão menos atraente do que o trigo, mas tem uma vantagem face àquele: mantém-se fresco por mais tempo, sem perder atributos.

O milho terá chegado a Portugal entre 1515 e 1525, e foi desde logo encarado como um cereal primordial. O pão de milho tornou-se o alimento essencial dos Minhotos e dos Durienses e teve também um papel importante na Madeira e nos Açores, ilhas onde este cereal é, ainda hoje, bastante considerado na culinária local. Hoje em dia, é procurado um pouco por todo o País, onde a broa de milho já pode ser encontrada.

Dizem os populares que pão e água não se negam a ninguém, o que revela a importância deste produto alimentar, o qual, actualmente, representa um volume de negócios anual de cerca de cinco mil milhões de euros e emprega cerca de cem mil pessoas em nove mil empresas de pa¬nificação e pastelaria.

Fonte: ZOOM (Suplemento Jornal de Noticias  16/02/2012)






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